“todos relógios sem ponteiros …”

Posted in Uncategorized on março 22, 2008 by marcellabie

E se tudo que eu quisesse fosse fácil colocar em primeiro plano? Esqueço dos dias, do tempo que me resta. O tempo. Desconheço quase todos os métodos que me aplicam, sem sucesso. Corro mais um pouco, mas parece que tudo volta, desde o início, sem nem ter outra chance. Os olhos fechados eu sentia tudo rodar, não conseguia pensar em nada, só via luzes. Foram os três segundos mais longos. Havia um filme ali e eu apaguei tudo, sem dó. Já são tantas coisas sem pensar.

Não queria viver de relógios. Ter hora marcada para isso, para aquilo. Acordar de tarde e viver de madrugada, sair para comprar um pão, fazer o “café-da-manhã”, andar na rua com pessoas indo e vindo. Mas tudo está ao contrário. Desde sempre. Nada me deixa ser como quero. Nem mesmo as obrigações de cada dia. Quero viver sem tempo.

Todo dia a rua parece uma eterna estrada sem fim. Nem os pássaros cantam a noite. O silêncio acompanha cada passo, a sombra já nem está mais consigo, a brisa bate no rosto e te acalma. Mas nada disso é tão normal. Não todos os dias. Quando se quer, tudo foge. Hoje foi dia de ter calmaria. Aquele mar estava a cor da lua, estava branco e preto. Quero madrugadas sem fim …

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Ainda sem fim …

Posted in Uncategorized on março 13, 2008 by marcellabie

Na verdade, não queria por aqui. Mas algo falou mais alto do que eu. Normal, isso sempre acontece. Então, postarei um pequeno-pedaço-de-nada do livro que estou escrevendo. É tudo um início, ou meio. Fica aí. Essa parte, já passou uma boa parte do livro.

Sophia já não estava mais sozinha, era o alguém que ela precisava conversar. Tudo bem, ela realmente havia pensado que qualquer pessoa que aparecesse ela estaria ali disposta a contar tudo. Mas não é bem assim. Primeiro o homem surge do nada, querendo ser o mais simpático naquela hora e ela mesmo assim iria chorar na frente de luzes e tudo escuro e o super-dotado pouco entendendo a situação. Silêncio, a música acabara. Os homens horrendos e estéricos gritavam, mas ela parecia ter criado um bloqueio para as vozes dos coroas. Do lado dela ele se aproxima, pega o banco e bem discreto senta-se ao lado dela. Chuva lá fora, a jaqueta marrom ele tirava em segundos e pusera no banco ao lado dele, ficando com uma blusa branca com mangas compridas, uma calça jeans e um daqueles tênis legais que ela gostava e tinha alguns na caixa de sapatos. Ela discretamente olhava para os calçados dele e com ela mesmo ariscava um sorriso encabulado. Ele passava as mãos no cabelo. Cabelo nem muito grande e nem muito curto. Uma espécie de cabelo não-arrumo-mas-mesmo-assim-fica-legal, sem barba. Sophia nunca foi de dar valor a beleza, a verdade que nunca foi de reparar se era ou não agradável aos seus olhos.
Os ouvidos de Sophia ainda lutavam pelo silêncio.

Exatamente com aquela mesma voz. Que no segundo momento arrepiou Sophia. Ele ainda bebia sua cerveja enquanto Sophia acabava.
– Você é assim mesmo?
Ela olha para o rosto dele rapidamente pelo vidro que havia no fundo do bar. Pouco via, muitas cores de luzes e escuro.
– Eu? Como sou?
– Sem palavras, poderia até dizer antipática.
– Normal. Eu teria que puxar o assunto?
– Não sei, mas você parece que não foi com a minha cara, parece estar completamente distante.
– Eu tentei ficar distante, mas você atrapalhou.
– Umm … atrapalhei…
Sophia já estava desistindo de estar ali, o que tão agradava ela já estava incomodando.
Olhando para ele e franzindo a testa:
– Eu estava sozinha e queria continuar sozinha, pode ser?
– Eu realmente estou atrapalhando? Achei que você estivesse brincando.
Ela dá um riso irônico e deixa o dinheiro no balcão. Pega sua bolsa e sai dalí naquele instante.
De costas o homem olhava ela de cima a baixo, aqueles cabelos negros e ombros largos faziam Sophia ficar linda. Ele ignora.

If Only.

Posted in Uncategorized on março 9, 2008 by marcellabie

Não canso de ouvir “Love Will Show You Everything”. Já tornou um vício. Não dar valor ao que sentimos e depois saber que terá uma nova chance de mudar tudo, de provar que é de verdade o que se passa, para que quando for partir, não deixe dúvidas. Egoísmo saber, sentir e não fazer, demonstrar. Eu jamais queria fazer parte disso, mas milhões de histórias se repetem todos os dias. Apaixonada por esse filme. Alguns dias eu o verei novamente.

“Take this gift and don’t ask why…”

“é um caso sério …”

Posted in Uncategorized on março 3, 2008 by marcellabie

Não gosto muito de pensar no amanhã ou ficar contando quantas horas faltam para o outro dia chegar. Mas às vezes me pego pensando em tanta coisa. Nilo ou Nino? Labelle ou Julia? É, filhos. Filhos, quero ter filhos. Quero ter sorrisos, quero ter canseira, quero ter sopa no cabelo, quero ter choros, quero ter que abraça-los, vê-los crescer. Quero tanto o futuro, hoje. Queria dormir por segundos e ter uma vida. Amanhã passa isso. Hoje me pego pensando nisso, quando tudo acontecer vou me lembrar. Músicas me fazem viajar, pensar, lembrar, rir sozinha e cantar.

São tantos.

Posted in Uncategorized on março 1, 2008 by marcellabie

Calmaria. Quando está tudo em ordem, sossegado, é logo ali que procuramos problemas. Quando está tudo bem, vem o medo, o medo de ser mentira ou até mesmo o medo de ilusões. Estou acreditando que está tudo realmente como planejava, até porque fiz por onde e ainda faço. Quero no final olhar para trás e lembrar o quanto fiz para isso. E quantos desejos e planos tomam conta de mim. Quantos roubam minha ansiedade. Quantos lêem meus pensamentos e responde sem nem mesmo saber o que penso. Que vontade de me jogar no mar. Hoje chove, hoje tenho um livro para ler. Hoje conversarei até não aguentar mais. Eu preciso tanto. Bem, muito bem estou.

ouça isso.

Posted in Uncategorized on fevereiro 29, 2008 by marcellabie

Timbre de voz. Há tempos que não ouvia algo assim. Há tempos eu não dormia lembrando que no dia seguinte teria que ouvir de novo. Faça mais. Eu espero outras canções. É como fosse os sons do silêncio, algo que não se sabe explicar, mas que faz um bem sem igual. Estou te ouvindo, agora. Eu não tinha o que escrever, palavras fogem de mim nos últimos dias. Mas suas canções me fizeram pensar.

“Você tem cara de gringo …”

Posted in Uncategorized on fevereiro 28, 2008 by marcellabie

Eu minto para todos que não existe o meu outro lado. Você sabe da nossa história. Eu não escondo e nem você. Eu ando por aí esperando, esperando a hora certa. É bom ouvir suas vontades e ao acordar me recordar. Se esse caminho não fosse tão longo, estaríamos por aí, juntos. Sua voz que soa como uma brisa e me acalma. Suas piadas que me fazem rir. Pele tão branca-rosada. Tanta vontade de coisas simples. Seus abraços. Saudade. E nossos dias? Vai ser para a vida toda.