Arquivo para fevereiro, 2008

ouça isso.

Posted in Uncategorized on fevereiro 29, 2008 by marcellabie

Timbre de voz. Há tempos que não ouvia algo assim. Há tempos eu não dormia lembrando que no dia seguinte teria que ouvir de novo. Faça mais. Eu espero outras canções. É como fosse os sons do silêncio, algo que não se sabe explicar, mas que faz um bem sem igual. Estou te ouvindo, agora. Eu não tinha o que escrever, palavras fogem de mim nos últimos dias. Mas suas canções me fizeram pensar.

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“Você tem cara de gringo …”

Posted in Uncategorized on fevereiro 28, 2008 by marcellabie

Eu minto para todos que não existe o meu outro lado. Você sabe da nossa história. Eu não escondo e nem você. Eu ando por aí esperando, esperando a hora certa. É bom ouvir suas vontades e ao acordar me recordar. Se esse caminho não fosse tão longo, estaríamos por aí, juntos. Sua voz que soa como uma brisa e me acalma. Suas piadas que me fazem rir. Pele tão branca-rosada. Tanta vontade de coisas simples. Seus abraços. Saudade. E nossos dias? Vai ser para a vida toda.

três dias.

Posted in Uncategorized on fevereiro 26, 2008 by marcellabie

Engraçado como o tempo passa rápido. Três dias que pareceram um só. Que dormi tão pouco, que foi tudo muito corrido, e sim, bom demais. Ver quem eu queria ver, as amigas. Estar perto de quem eu queria. Conversar, jogar conversa pro ar. Eu precisava tanto disso. De ouvir risadas e de contar novidades sem fim. De agarrar os irmãos. De pular, cantar, dentro daquele estádio que quando todo mundo canta arrepia, e que o segundo tempo é sempre o mais emocionante. Eu queria não ter saído de lá. Ao mesmo tempo a saudade daqui me mata, cada dia. De tudo, até do cheiro do mar e a brisa de toda noite. As mesmas pessoas passeando no calçadão, o canto dos pássaros e os raios do sol batendo aqui na janela. Eu gosto disso tudo e todo dia. Eu quero duas coisas ao mesmo tempo. Eu só não quero sair dessa vida, que tenho. Quero para sempre. Deste jeito, sem mudar nada. Caminhando nesse ritmo é o que eu queria. Saudade. Satisfeita. Melhor, acho que não poderia estar. Ele é Bi-Campeão. Eu não quero mais nada agora, está tudo completo por hoje.

“não sei responder, não sei explicar …”

Posted in Uncategorized on fevereiro 22, 2008 by marcellabie

E que coração é esse que você deixa assim, de frente para mim? E que confiança é essa que você mostra a cada dia? E que bom abraço é esse o seu? Por isso que hoje acredito que seja para sempre. São quase doze anos. De brigas. De choros. De sorrisos e abraços. De músicas. De filmes e séries. De nescau e brigadeiro. De conversas e maquiagens. De vestidos e papéis picados. De tudo que eu preciso pra ser assim, como sou hoje. Que distância é essa que quando chega o dia de te ver o coração aperta? Aperta de ansiedade. Estou no caminho certo. Só de lembrar quantos caminhos haviam e por força nossa(não digo destino) nos cruzamos de novo e construímos o que somos hoje. Marcella e Julia. Quantos planos que já fizemos? Quantos deles realizamos? Quantos deles vamos realizar? Quantos segredos. Quantas confissões. É de noite e de dia que penso o quanto é bom, te ter. Amigas. Irmãs. Alguém deveria criar uma palavra ainda mais significativa, porque ainda não existe. Você é muito mais, pra mim. É muito pra minha vida. Você faz parte de tudo. De cada segundo. Te amo não chega nem perto. Você e eu somos uma só.

Eclipse

Posted in Uncategorized on fevereiro 21, 2008 by marcellabie

Hoje não é um dia normal. É a mesma estrada de ontem, eu passei por ela ontem e não havia uma viva alma, pelo menos não que eu pudesse ver, a não ser eu mesma e o motorista que estava ali olhando pro nada e sem palavras para trocar. Igual conversa de elevador. Mas bem, hoje a estrada era outra. Quando cheguei no começo dela, pensei ” Esta é minha rua?”. Incrível que pareça eu estava na mesma estrada de sempre, a praia ali com a água branquinha com o reflexo da lua, homens e crianças pescando e barcos só no balanço. Eu pegava o mesmo caminho de sempre e foram os cinco minutos mais longos daquele lugar. Céu azul, azul-branco e uma lua linda acompanhada de estrelas que não tinham fim. Corujas nos postes. Hoje eu tinha palavras para trocar “Hoje a noite está linda, né?” e ele responde: “Uma noite dessa, dá até pena de dormir e vê-la indo embora.”. Cinco minutos com o barulho suave do motor do carro, brisa. Encantada. Parece um cenário lá fora.

Tenho respostas.

Posted in Uncategorized on fevereiro 20, 2008 by marcellabie

Eu sempre fui assim mesmo. No meu canto consigo pensar, as vezes em voz alta. Muitas vezes é tão difícil pensar em algo que eu queira. Tantos pensamentos que desviam o caminho dos meus desejos. Se o céu desaba, só consigo pensar no “Porque?”. Se tudo melhora eu só consigo me perguntar “Porque assim?”. É, tanto faz, qualquer situação estou me perguntando o que está havendo. Não digo indecisa e sim cuidadosa. Com muitas coisas eu sou assim. É por isso que me dizem “Vá depressa.”. Eu ignoro. Tem caído muita água desse céu, não é resposta de nada. Quero ver o sol. Quero te ver. Quero um café.

” Suburbano nato, com muito orgulho, mostro no sorriso, nosso clima de subúrbio…”

Posted in Uncategorized on fevereiro 19, 2008 by marcellabie

E quando dizem que as melhores coisas, são as mais simples. Eu acredito. Porque ficar no meio das pessoas que falam só “Oi” e “Vá com Deus!”? É muito melhor chegar no subúrbio e ouvir um “Caraca! Como você está?” ou até mesmo “Porra! Você por aqui!”. Tem coisas que não dá para trocar. Não é pelas milhares de palavras que se ouve errado ou até mesmo com gritarias. Mas sim a alegria que as pessoas nos traz. Gosto de sair de casa com chinelo e qualquer roupa, com esse sol que queima sem pensar duas vezes. Gosto de parar na esquina e conversar sem ter hora pra voltar. E quem não diz que uma carne do churrasco do bar alí não é boa? É por isso que gosto do subúrbio. Cerveja gelada e música no máximo. E quando dizem “Meu nome é favela” eu só penso o como é bom ter morado no subúrbio, não pensaria duas vezes para voltar. Eu sinto saudade de tudo que era simples. Aqui todo mundo é muito calado, reservado e com cara de “Você é nova por aqui?” Tá bom, eu vou me acostumar. Sexta feira eu tô aí no subúrbio. E quando com um tom esnobe vier falar comigo eu mando logo ” se solta nega!”.