“todos relógios sem ponteiros …”
E se tudo que eu quisesse fosse fácil colocar em primeiro plano? Esqueço dos dias, do tempo que me resta. O tempo. Desconheço quase todos os métodos que me aplicam, sem sucesso. Corro mais um pouco, mas parece que tudo volta, desde o início, sem nem ter outra chance. Os olhos fechados eu sentia tudo rodar, não conseguia pensar em nada, só via luzes. Foram os três segundos mais longos. Havia um filme ali e eu apaguei tudo, sem dó. Já são tantas coisas sem pensar.
Não queria viver de relógios. Ter hora marcada para isso, para aquilo. Acordar de tarde e viver de madrugada, sair para comprar um pão, fazer o “café-da-manhã”, andar na rua com pessoas indo e vindo. Mas tudo está ao contrário. Desde sempre. Nada me deixa ser como quero. Nem mesmo as obrigações de cada dia. Quero viver sem tempo.
Todo dia a rua parece uma eterna estrada sem fim. Nem os pássaros cantam a noite. O silêncio acompanha cada passo, a sombra já nem está mais consigo, a brisa bate no rosto e te acalma. Mas nada disso é tão normal. Não todos os dias. Quando se quer, tudo foge. Hoje foi dia de ter calmaria. Aquele mar estava a cor da lua, estava branco e preto. Quero madrugadas sem fim …
Março 23, 2008 às 2:36 am
Não sei se foi o que você quis expressar, mas pra mim este post veio demontrar solidão e escravidão ao tempo. Me idendifiquei em algumas partes dando este sentido. Realmente, seria muito melhor não viver abstinado pelo tempo. Muito legal o post. Parabens.
Março 25, 2008 às 8:26 am
Tempo, senhor tirano num mundo de pressa.
Mesmo que flui nas madrugadas em meio a conversas.
Hoje novamente foi assim.
Precisamos de freio (! / ?)
Março 27, 2008 às 8:53 pm
odeio esse tempo
odeio essa coisa de q se hj vc n faz
prejudica o amanhã
e me identifiquei principalmente com isso
“E se tudo que eu quisesse fosse fácil colocar em primeiro plano? ”
entre o querer e fazer às vezes existe um abismo terrível