Ainda sem fim …
Na verdade, não queria por aqui. Mas algo falou mais alto do que eu. Normal, isso sempre acontece. Então, postarei um pequeno-pedaço-de-nada do livro que estou escrevendo. É tudo um início, ou meio. Fica aí. Essa parte, já passou uma boa parte do livro.
Sophia já não estava mais sozinha, era o alguém que ela precisava conversar. Tudo bem, ela realmente havia pensado que qualquer pessoa que aparecesse ela estaria ali disposta a contar tudo. Mas não é bem assim. Primeiro o homem surge do nada, querendo ser o mais simpático naquela hora e ela mesmo assim iria chorar na frente de luzes e tudo escuro e o super-dotado pouco entendendo a situação. Silêncio, a música acabara. Os homens horrendos e estéricos gritavam, mas ela parecia ter criado um bloqueio para as vozes dos coroas. Do lado dela ele se aproxima, pega o banco e bem discreto senta-se ao lado dela. Chuva lá fora, a jaqueta marrom ele tirava em segundos e pusera no banco ao lado dele, ficando com uma blusa branca com mangas compridas, uma calça jeans e um daqueles tênis legais que ela gostava e tinha alguns na caixa de sapatos. Ela discretamente olhava para os calçados dele e com ela mesmo ariscava um sorriso encabulado. Ele passava as mãos no cabelo. Cabelo nem muito grande e nem muito curto. Uma espécie de cabelo não-arrumo-mas-mesmo-assim-fica-legal, sem barba. Sophia nunca foi de dar valor a beleza, a verdade que nunca foi de reparar se era ou não agradável aos seus olhos.
Os ouvidos de Sophia ainda lutavam pelo silêncio.
Exatamente com aquela mesma voz. Que no segundo momento arrepiou Sophia. Ele ainda bebia sua cerveja enquanto Sophia acabava.
- Você é assim mesmo?
Ela olha para o rosto dele rapidamente pelo vidro que havia no fundo do bar. Pouco via, muitas cores de luzes e escuro.
- Eu? Como sou?
- Sem palavras, poderia até dizer antipática.
- Normal. Eu teria que puxar o assunto?
- Não sei, mas você parece que não foi com a minha cara, parece estar completamente distante.
- Eu tentei ficar distante, mas você atrapalhou.
- Umm … atrapalhei…
Sophia já estava desistindo de estar ali, o que tão agradava ela já estava incomodando.
Olhando para ele e franzindo a testa:
- Eu estava sozinha e queria continuar sozinha, pode ser?
- Eu realmente estou atrapalhando? Achei que você estivesse brincando.
Ela dá um riso irônico e deixa o dinheiro no balcão. Pega sua bolsa e sai dalí naquele instante.
De costas o homem olhava ela de cima a baixo, aqueles cabelos negros e ombros largos faziam Sophia ficar linda. Ele ignora.
Março 13, 2008 às 6:02 pm
HÁ! Eu já tinha lido essa parte =)
Mas eu ainda tinha esperanças de que seria uma parte inédita pra mim… Mas tanto faz, algum dia eu vou ler o resto!
Te amo poia!
Março 17, 2008 às 2:33 am
vc escreve um livro?
acho q vou virar seu fã
bjux
Março 21, 2008 às 1:34 am
Não vou esperar a tarde de autógrafos. Já sou teu fã!
Fique em paz.
Saudade. Até!